terça-feira, 26 de novembro de 2013

Mais um texto inspirado do meu marido Rene

Ó quem diria que em suas marcas, e dores, encontraria o consolo de minhas perguntas sem reposta.
Ó quem diria que te conheço mais de perto, ao sentir que o amor inconstante de meus laços mais importantes que me presenteiam, não com afeto, e coragem, mais com tal intenso sentimento de solidão e incompreensão. Nesses mesmo; vejo o braço acolhedor que me aconselha ao teu lugar, esconderijo aonde a tua sombra somente ela torna-se suficiente, tao amável acolhida, querida, verdadeira e sincera.
Como teu olhar é diferente, como é profundo ó jardineiro, como podes ver beleza em uma uma terra tao seca, e solitária, em um ramo tao imperfeito.
Ao cego basta não conseguir enxergar a si mesmo.
Como podes pisar a cana quebrada, sem perceber que tu também ó cego, é balançado pelos mesmos ventos que sobre a vida revelam todas as fragilidades.
Tu não és assim amado jardineiro, tu vês sobre a terra seca o solo para depositar tua vida, tu vês sobre os galhos secos tuas mãos desenhando beleza, semelhante a do arco iris que traz em si muito mais que esperança; mais sobre o lugar mais alto chamado céu, desenhas o lembrete do teu pacto de amor.
Ó jardineiro lança tuas sementes sobre essa terra seca, para que sobre ela, possa ser vista a beleza de tua vida. E de tuas mãos amado jardineiro, sobre as duvidas e medos, transformas em adubo; pois de tuas próprias mãos de tao imperfeita condição nascera a mais perfeita beleza.

Rene Calheiro

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